Moçambique aprova Plano de Reconstrução de 102 mil milhões de meticais e revê crescimento do PIB
Publicado em Julho de 2026 | Fonte: Conselho de Ministros de Moçambique
O Governo moçambicano aprovou o ambicioso Plano Global de Recuperação e Reconstrução pós-cheias, orçado em 102 mil milhões de meticais (cerca de 1.400 milhões de dólares), com o objetivo de reerguer as regiões devastadas pelas calamidades naturais do início do ano.
O anúncio foi feito pelo porta-voz do Conselho de Ministros, Inocêncio Impissa. De acordo com o executivo, o impacto severo das cheias que afetaram cerca de 724 mil pessoas nas províncias de Maputo, Gaza, Inhambane, Sofala, Manica e Zambézia forçou uma revisão drástica nas projeções macroeconómicas do país para este ano.
As Províncias Mais Afetadas e os Danos
As estimativas oficiais apontam para danos físicos avaliados em 69,5 mil milhões de meticais e perdas económicas na ordem dos 41,37 mil milhões de meticais. As províncias de Gaza, Maputo e Sofala lideram a lista das regiões mais fustigadas.
Enquanto o setor social (principalmente a habitação) concentrou a maior parte dos danos de infraestrutura, o setor produtivo — com forte destaque para a agricultura — foi o que mais registou perdas financeiras diretas, ameaçando a segurança alimentar local.
As 5 Prioridades do Novo Plano
Segundo o Governo, este plano não serve apenas como uma resposta imediata de emergência, mas sim como uma "mudança de paradigma" para colocar a resiliência climática no centro do desenvolvimento nacional. As ações estão estruturadas em cinco eixos fundamentais:
- 1. Assistência humanitária imediata às famílias vulneráveis;
- 2. Reposição rápida dos serviços públicos essenciais;
- 3. Reconstrução de infraestruturas resilientes (estradas, pontes e escolas preparadas para futuros eventos);
- 4. Recuperação económica, focando no apoio aos agricultores e produtores;
- 5. Redução do risco de desastres através de sistemas de aviso prévio mais eficazes.
A mobilização destes fundos contará com o apoio de parceiros internacionais de desenvolvimento e com o redirecionamento de verbas do orçamento estatal, num esforço coordenado para estabilizar a economia e devolver a normalidade à vida de milhares de moçambicanos.

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